| |
>SANTA
BEATRIZ DA SILVA
*Breve Biografia
Dona Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em
Portugal, por volta de 1437. Ela foi da linhagem dos reis de Portugal,
filha de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior, e de sua
mulher dona Isabel de Meneses, filha natural de dom Pedro de Meneses,
1.º conde de Vila Real e 2.º conde de Viana do Alentejo.
Teve pelo menos doze irmãos: Pedro Gomes da Silva (alcaide-mor
de Campo Maior); Fernando da Silva de Meneses (alcaide-mor de Alter
do Chão), dom Diogo da Silva de Meneses (aio do rei dom Manuel
de Portugal, que o fez 1.º conde de Portalegre e senhor de
Gouveia), Afonso Teles (alcaide-mor de Campo Maior), João
de Meneses (chamado frei Amadeu Hispano ou Beato Amadeu, secretário
e confessor do papa Sisto IV, e fundador da Congregação
dos Amadeítas, da Ordem de São Francisco), Aires da
Silva (cavaleiro em Ceuta, falecido com fama de santo de e mártir),
dona Branca da Silva (donzela da corte régia), dona Guiomar
de Meneses, dona Maria de Meneses (donzela da rainha dona Isabel,
mulher do rei dom Afonso V de Portugal), dona Mécia de Meneses
(donzela da infanta dona Joana, mulher do rei dom Henrique IV de
Castela), dona Leonor de Meneses (donzela de Santa Joana Princesa)
e dona Catarina de Meneses.
Ainda pequena, dona Beatriz da Silva partiu para a corte régia
de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher
do rei João II de Castela. A presença de dona Beatriz
na corte não passou despercebida. Sua formosura cativante
encantou a todos. A rainha, dominada por uma mistura de ciúme
e inveja, fechou dona Beatriz em um cofre, mas uma invisível
proteção da Virgem Maria a salvou. Após este
triste episódio deixa Tordesilhas, onde a corte régia
então estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu
no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas.
Por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto
com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem
e nenhuma mulher viu seu rosto. Permanece neste mosteiro por cerca
de 30 anos. Em 1484, a rainha dona Isabel, a católica, doa-lhe
os Palácios de Galiana onde existia uma Igreja antiga que
tinha o nome de Santa Fé. Dona Beatriz, passada a esta casa,
começou a adaptá-la para a forma de mosteiro. Levou
consigo dona Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres,
todas de hábito religioso e honesto embora não pertencessem
a Ordem alguma. E, uma vez instalada na nova casa, querendo dar
fim à sua determinação, estabeleceu a maneira
de viver que queria e enviou-a a Roma, numa súplica conjunta
com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inocêncio
VIII pela bula "Inter Universa" em 1489. O Mosteiro já
estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito
a ela e às monjas que ela havia instruído, quando
Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492. Na hora
de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que,
quando lhe levantaram o véu para administrar-lhe a unção
foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A
segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá
ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor
igual à luz quando mais brilha. Faleceu com fama de santidade.
Em 1511 o Papa Júlio II atribui à ordem nascente Regra
Própria.
Dona Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de
1926 e solenemente canonizada em 03 de outubro de 1976 pelo Papa
Paulo VI. Sua Festa é celebrada no dia 17 de agosto.
Nota: A
expressaõ "Dona Beatriz da Silva" é um título
usado na época, por ser ela descendente de reis e de condes.
Era o costume da época. "Dona" não era qualquer
mulher, como hoje nós chamamos a qualquer senhora. "Dona"
eram apenas algumas de entre as mulheres nobres. As que possuiam
esse título possuíam desde o batismo e jamais deixavam
de o usar - fazia parte do seu nome.
Santa Beatriz da Silva se destacou por sua fé inquebrantável,
por sua pureza, que lhe permitiu ser Lírio Alvíssimo
escondida no coração de Jesus no Canteiro da Imaculada,
por sua paciência alicerçada na esperança, por
sua caridade, por sua simplicidade, pobreza, humildade, generosidade
em oferecer um perdão sincero, enfim, adornada de todas as
virtudes indica-nos o caminho mais curto, fácil e seguro
para chegar a Cristo: Maria.
|
|