No
desenrolar da história, Deus nos vai revelando
seu projeto de amor. Mas, será que estamos despertos
o suficiente para perceber esta verdade?
Muitas
vezes confiamos mais em nós mesmos do que em
Deus. Construímos projetos sem Ele, colocamos
nossa segurança em coisas que passam, e quando
os obstáculos surgem em nosso caminho não
estamos preparados para enfrentá-los, pois vivemos
em uma falsa realidade que balança quando surgem
os “ventos contrários”...
Deus
é paciente, amoroso e nos “cerca de carinho
e proteção”, mesmo quando não
somos capazes de reconhecer a sua ação
eficaz em nossa vida, e as suas promessas de amor que
perpassam a nossa existência: “Eis que estou
convosco todos os dias até o fim dos tempos.”
Maria
também enfrentou os desafios que ultrapassavam
sua capacidade de entendimento. Sentiu seu coração
perturbar-se, mas deixou-se confortar pelas palavras
do anjo: “Não temas, pois encontraste graça
diante de Deus.”
Ela
não tentou fugir à responsabilidade, não
colocou nenhum obstáculo, nem pediu um tempo
para pensar, uma vez que estava comprometida, desposada
com José. Na vida de Maria, Deus estava acima
de tudo! A Sua vontade era também a dela. Identificando-se
plenamente com o querer de Deus, ela se abandona num
gesto heróico de fé e confiança
incondicional. Naquele momento, não parou para
pensar em si, ou nas dificuldades que poderia vir a
enfrentar em conseqüência de seu sim, pois
sabia que o mesmo Deus para tão nobre missão,
já havia pensado em tudo, as suas ações
são eternas.
Maria
tinha um conhecimento profundo das promessas de Deus
em relação à humanidade. Ela pertencia
ao “povo da aliança”, por isso não
duvidou ter chegado o momento da realização
das mesmas. O Senhor vinha ao encontro do seu povo,
e ela fora a escolhida para ser a “embaixadora
do Altíssimo” na terra.
A
concepcionista deve “imitar essa disponibilidade
de Maria em acolher a vontade de Deus, superando com
fé inquebrantável todas as dificuldades”.
Somos chamadas a dar testemunho do amor operante que
“torna presente o novo céu e a nova terra”.
Virtude
basilar: Confiança