A MEDALHA DAS CONCEPCIONISTAS

No manto e escapulário levem uma medalha de Nossa Senhora, cercada de raios solares e a cabeça coroada de estrelas; no escapulário tragam esta imagem pendente sobre o peito, para que dormindo ou trabalhando a possam colocar em lugar decente e a tornem a tomar, quando forem ao coro, ou capítulo, ou locutório. (Regra- Cap. III - 7

ORIGEM

Mariana partiu da Espanha em companhia de sua tia Me. Maria de Jesus Talvada e de outras quatro virgens as quais pretendiam fundar um Mosteiro da Ordem Imaculada Conceição em Quito (Equador). Tinha Mariana na época cerca de nove ou dez anos de idade.
Tão logo embarcaram sobreveio no mar uma terrível tempestade nunca vista: o navio já naufragava; o céu do dia claro obscureceu-se de repente, os marinheiros assustados não sabiam o que fazer.
Mariana tremendamente assustada pensava ser ela a causa da tempestade. Sua tia, porém, a consolou dizendo que confiasse na misericórdia de Deus.
A seguir a Me. Maria e a menina viram no mar uma serpente monstruosa de sete cabeças, que movimentando as ondas queria destroçar o navio. Com esta horrível visão, Mariana deu um grito e caiu como que morta. A Me. Maria, assustada temendo a cada instante a morte da sobrinha, dirigiu a Deus esta oração: “Tu sabes, meu Deus, que não vou por minha vontade fazer esta fundação, mas é a obediência ao Rei da Espanha que a isto me leva. Se for Tua vontade que nesta Colônia se funde a Ordem da Imaculada Conceição, faça desaparecer esta tempestade, esta escuridão e que se acalme a tormenta”.
Apenas me. Maria acabou sua oração, Mariana acordou e a tempestade se acalmou voltando o navio à plena calma. No mesmo instante ouviu-se uma voz terrível que dizia: “Não permitirei tal fundação! Não permitirei! Hei de persegui-la sempre”. Era a voz da serpente infernal.
Serenada a tormenta Me. Maria acolheu em seus braços a sobrinha Mariana e perguntou-lhe o que havia sucedido. Dir-te-ei a sós, respondeu Mariana.
A Me. Maria compreendeu que ao cair como morta sua sobrinha tivera um êxtase. Estando a sós Me. Maria de Jesus perguntou:
- Minha filha, que te aconteceu? Conta-me.
- Não sei bem. Vi uma coisa que se retorcia – respondeu Mariana.
- Que coisa era essa? – perguntou a Madre.
- Era uma serpente – respondeu a menina – maior que o mar e uma senhora de incomparável beleza, vestida de sol, coroada de estrelas, com um belo menino nos braços. No peito trazia um ostensório com o Ssmo. Sacramento, em uma das mãos trazia uma grande cruz de ouro que terminava em lança. Com esta lança ela sujeitou a serpente, que possuía também uma lança de dois gumes na língua. A senhora apoiando a cruz no Ssmo. Sacramento e na mão do Menino, golpeou-a com tanta força na cabeça que a estraçalhou. Nesse momento ela deu esses enormes alaridos que não permitiria a fundação da Ordem da Imaculada Conceição.
Madre Maria compreendeu o que isso significava e, em tempo oportuno Fez executar, segundo essa admirável visão, a Imagem da Ssma. Virgem a qual as concepcionistas trazem no peito.
Fez-se a fundação e tal como a serpente dissera a comunidade passou por terríveis e inumeráveis sofrimentos e dificuldades devido ao ódio da mesma serpente
Mas tudo isso Deus permitiu para a glória de sua Ssma. Mãe.